Notícias
25 de Maio de 2018
Com discurso empolgante, Ministro Barroso arranca aplausos dos presentes no XIII CBM

Palestra debateu “As Políticas de Inclusão e o Poder Judiciário”, nesta sexta-feira (25)

Com discurso empolgante, Ministro Barroso arranca aplausos dos presentes no XIII CBM Barroso é aplaudido de pé por magistrados durante XIII CBM

“A decisão do juiz deve sim escutar o sentimento social e produzir o melhor resultado possível para a sociedade. O magistrado deve procurar resultados que tragam consequências positivas para a sociedade de maneira geral”. Foi falando sobre “Políticas de Inclusão e o Poder Judiciário”, que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, foi aplaudido de pé pelos presentes no XIII Congresso Brasileiro da Magistratura. A palestra aconteceu nesta sexta-feira (25) e lotou o Teatro Gustavo Leite em Maceió.

Barroso discursou sobre o papel desempenhado nas supremas cortes e pelos magistrados, ressaltando que em algumas situações cabe ao juiz o papel iluminista. “É o papel de sobrepor uma razão humanista sobre um senso comum majoritário que muitas vezes cultiva preconceitos, superstições e produz injustiças”, afirmou em sua fala.

A discurso pela igualdade foi o traço característico da palestra. Lembrando a decisão da Suprema Corte, que autorizou o casamento entre pessoas do mesmo sexo, em uma época em que o debate sobre homossexualismo ainda era tímido e as posições sobre o assunto muitas vezes conservadoras, o ministro destacou que “direitos civilizatórios não podem depender das vontades das maiorias”.

Luís Roberto Barroso ressaltou o papel da Corte de proteger os direitos fundamentais, principalmente das minorias, salientando que as mulheres não são minoria na sociedade. “Poucas transformações foram mais profundas que a ascensão da mulher seja na liberdade sexual, nas condições de trabalho, na igualdade salarial, que apesar de ainda não ser justa, evoluiu”.

Analisando os avanços em relação aos direitos humanos conquistados, o ministro traça uma visão otimista sobre o futuro. “A história é um fluxo contínuo na direção do bem e do avanço civilizatório. Se nós olharmos do começo do século para cá, a condição humana só melhora e vai continuar melhorando. De modo que, quando parece devastadoramente ruim, há um rio subterrâneo fluindo na direção que deve fluir. Nós estamos avançando, mesmo que não seja perceptível aos olhos”.

A palestra que empolgou quem estava presente terminou com um tema atual: corrupção. “A história está do nosso lado. Corruptos seriais, com casos de autoria e materialidade, a prisão preventiva se impõe como ordem pública, para impedir o culto a corrupção e a ideia de que o crime compensa”.

Nossos Parceiros