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24 de Maio de 2018
Dias Toffoli abre ciclo de palestras do XXIII CBM sobre “A politização do Judiciário ou a judicialização da política?”

Ministro do STF foi o primeiro palestrante do encontro que está sendo realizado em Maceió até o próximo dia 26

Dias Toffoli abre ciclo de palestras do XXIII CBM sobre “A politização do Judiciário ou a judicialização da política?” Ministro Dias Toffoli durante palestra para magistrados

O ministro Dias Toffoli, vice-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), abriu o ciclo de palestras do XXIII Congresso Brasileiro de Magistrados, na noite desta quinta-feira (24), no Centro Cultural e de Exposições Ruth Cardoso.

A palestra “A politização do Judiciário ou a judicialização da política?”, levou o tema central do evento, e destacou o caráter democrático da Justiça brasileira. “A busca ao Judiciário para ser o solucionador de todos os problemas da sociedade vem sendo constante, diante dos diversos problemas que a população vem sofrendo”, afirmou o ministro em seu discurso.

Dias Toffoli lembrou que o Congresso é realizado justamente no ano em que se comemora o 30° aniversário da Constituição brasileira, ressaltando os avanços econômicos e democráticos conquistados pela população. “São 30 anos que esse país mudou. Não elegíamos presidente, tínhamos inflação, uma dívida assombrosa. O Poder Judiciário não tinha independência. Mas vivemos hoje uma era diferente, com plena autonomia”, acrescentou.

Ainda na abordagem histórica, o ministro falou da criação do STF, da sua competência e dificuldades. “O Supremo Tribunal Federal foi criado em 1890 com o papel de ser árbitro dos conflitos entre os Poderes. Mas era composto por pessoas que tinham uma mentalidade ainda antiga”.

A aproximação entre Judiciário e sociedade também foi discutida durante no primeiro dia do encontro. Para Dias Toffoli, os novos tempos exige um Poder mais presente. “O Judiciário saiu da estufa e começou a participar da rotina da população. É preciso que o Poder se adapte a esse novo perfil de sociedade brasileira “, afirmou.

O ministro concluiu sua fala ratificando o caráter democrático do Judiciário. “O Judiciário não pode ser o super ego da população. Ele não pode ser visto como um Poder superior. É preciso ter prudência”.

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