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26 de Maio de 2018
Marco Aurélio Mello fala sobre a crise brasileira durante o XXIII CBM

Ministro do STF palestrou no último dia de atividades do evento, destacando o papel do juiz diante do momento do país

Marco Aurélio Mello fala sobre a crise brasileira durante o XXIII CBM Ministro espera que evento contribua na construção de dias melhores

“A Segurança Jurídica em Época de Crise” foi o tema discutido pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Marco Aurélio Mello, na manhã deste sábado (26), no último dia do XXIII Congresso Brasileiro de Magistrados. A palestra aconteceu no Teatro Gustavo Leite.

“Precisamos ter um apego maior a ordem jurídica estabelecida, ao arcabouço normativo. O juiz personifica o Estado e passa a ser responsável pelo reestabelecimento da paz social”, afirmou o ministro, ao falar da necessidade da magistratura compreender sua função na sociedade brasileira.

“É muito importante que cada qual perceba a dimensão possuída, o cargo ocupado e atue com apego, principalmente a ordem normativa, as lei de regência do conflito de interesse”.

Sobre o questionamento, proposto pelo XXIII CBM, o ministro pontuou que a atuação do Judiciário é equidistante a da política. “O Poder Judiciário não atua no campo da política propriamente dita, a não ser o da política institucional”.

O atual momento do país colocou o Judiciário em evidência, sendo a pauta da maioria dos debates travados hoje no Brasil. Para Aurélio Mello, essa visibilidade do Poder acontece porque os fatos políticos exigem uma postura decisiva. “Os conflitos surgem e os protocolos não podem ser fechados. Nós temos que nos pronunciar sobre as mais diversas matérias e buscamos fazer com uma equidistante desejável”, afirmou.

O ministro acredita que o Congresso da Magistratura vai contribuir para o debate de um assunto ainda novo no Brasil e deve ajudar a construir soluções para os problemas atuais. “Espero que os magistrados levem do evento a confiança em dias melhores. E que cada qual perceba a dimensão possuída e contribua para a chegada do Brasil tão sonhado, que não seja para nós, mas pelo menos para as gerações futuras”.

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